Rua São Manoel: quando o artesanal ganhou endereço
A mudança para a Rua São Manuel não marcou uma virada de conceito.
Ela marcou uma virada de acesso.
O método já existia. A personalização já era regra. A inspiração na moda internacional já fazia parte das escolhas de corte, tecido e acabamento. O que mudou foi a possibilidade de viver tudo isso em um espaço fixo, próximo a quem mais precisava daquele tipo de olhar.
Estávamos cercadas por estudantes da UFRGS, UFCSPA, PUCRS e UniRitter. Pessoas que passavam o dia inteiro estudando, estagiando, trabalhando — e que entendiam, quase intuitivamente, que o jaleco fazia parte da sua imagem profissional.
Na loja, cada escolha era consciente.
Botões não eram detalhe. Tecidos não eram acaso. Zíperes, debruns, cores e bordados eram pensados como parte de um conjunto, não como enfeite.
O jaleco continuava sendo único, como sempre foi.
Mas agora o cliente participava do processo. Tocava, comparava, entendia.
Era moda feita sob medida para a rotina da saúde — com rigor técnico e sensibilidade estética. Um equilíbrio raro, que não se aprende em convenções nem em discursos prontos.
Ali, o jaleco deixava de ser apenas funcional e passava a comunicar algo mais profundo: postura, cuidado, autoridade.
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